Vem aà o El Niño, fenômeno meteorológico de maior impacto mundial
Publicado em: 26/06/2009
Depois de alguns problemas climáticos no inÃcio do ano, com estiagens no Sul do Brasil e enchentes no Norte e Nordeste, o clima promete mudanças para o segundo semestre de 2009 e para o próximo verão. No momento passamos por um perÃodo de transição no comportamento das águas do Oceano PacÃfico equatorial e já se observa o inÃcio de uma fase de águas superficiais aquecidas sobre o PacÃfico leste, próximo da costa do Equador e do Peru. A previsão aponta águas mais aquecidas nos próximos meses, com indicativo da instalação de um novo episódio de El Niño até o final do ano.
O último El Niño foi registrado no verão 2006/2007, porém, os modelos de previsão climática indicam que o episódio deste ano será mais intenso, a exemplo dos que ocorreram em 2002/2003 e 1997/1998, quando houve intensas chuvas no Sul e estiagem severa no Nordeste.
Segundo Paulo Etchichury, especialista em clima da Somar Meteorologia, é pouco provável que o El Niño tenha alguma influência já nesse inverno, pois o fenômeno ainda não está configurado. Com isso, o clima deve ter um comportamento tÃpico da estação, ou seja, sem grandes extremos. De acordo com Etchicury, a primeira evidência do fenômeno no Brasil deverá ser sentida no Sul do PaÃs, com uma Primavera mais chuvosa. "Se por um lado essas chuvas vão ajudar a repor o déficit hÃdrico registrado no inÃcio do ano, por outro, representa risco para as lavouras de inverno da Região (trigo e cevada)", afirma.
Para os produtores de soja e milho do Centro e Sul do PaÃs, a volta do El Niño é motivo de comemoração. "O fenômeno promete um verão com chuvas mais regulares nessas regiões, diminuindo os riscos de estiagens prolongadas vividas nas safras passadas", conta o climatologista.
O El Niño causa grandes transformações no clima em diversas partes do Globo, com incidência de eventos extremos de enchentes e secas, muitas vezes colocando em risco a segurança da população e provocando problemas nos sistemas de produção. Desde a década de 70, cientistas começaram a estudar mais a fundo os efeitos do El Niño e do La Niña e por isso, a maioria deles já são conhecidos; o que varia é justamente a intensidade dessas anomalias climáticas. Além disso, ainda há muitas dúvidas com relação aos impactos desses fenômenos no sistema de produção, especialmente da agricultura, que depende diretamente dos fatores do tempo e do clima.
Em busca de respostas mais objetivas a Somar Meteorologia desenvolveu um serviço de consultoria focado no setor, o Agrosomar. De acordo com Etchichury, os fenômenos climáticos podem representar quebra ou frustrações de safra, mas para aqueles que se antecipam com a informação é possÃvel reduzir riscos e transformá-los em oportunidades de negócio através da aplicação da previsão.
Para oferecer um serviço de qualidade, todos os detalhes do processo de produção são levados em consideração no Agrosomar, tais como: caracterÃsticas de cada região, condições do solo, variedade de planta, perÃodo de plantio (ciclo da cultura), além de fatores meteorológicos. "Através desse serviço, qualquer produtor, de pequeno a grande porte, poderá fazer simulações futuras de sua lavoura em qualquer lugar do Brasil" finaliza o climatologista.
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